Em uma terra não muito distante, mais exatamente no alto de um pinheiro habitava uma lagarta, seu nome era Teodora. Todos os dias Teodora ficava lá no alto do pinheiro, não descia para nada, não se relacionava com os outros insetos, passarinhos, gafanhotos, minhocas, nada. Seu único amigo era um vaga lume, que só a visitava durante a noite; Teodora era conhecida por sua ''invisibilidade'', tudo por conta da sua falta
"social" entre os demais insetos. Mas tinha uma razão pela qual ela agia assim, Teodora tinha um sonho. Um dia queria se tornar uma bela e encantadora borboleta de asas cumpridas e cheias de cores, como se fora desenhada pela mão divina da natureza, porém os insetos debochavam desse sonho, diziam aos quatro ventos que ela não passara de uma lagarta comum e ordinária, e não seria nada além disso. Teodora não ligava para os comentários maldosos, mas aquelas palavras a machucavam de certo modo, pois haviam se passado algumas primaveras e sua ''transformação'' não acontecida; Em alguns momentos Teodora era fraca e até acreditava que os comentários dos insetos poderiam ser verdade, que ela não seria nada além de uma lagarta ordinária.
Mais uma primavera estava para chegar e como por hábito os insetos iriam dar uma festa de confraternização para a chegada da primavera, todos os insetos foram convidados, inclusive Teodora; Mas a pobre lagarta desconfiara pelo real motivo de ser convidada, ela tinha a leve impressão de que os insetos só fizeram o convite para poder afeta-la, e constatar de que em mais uma primavera ela não teria seu sonho realizado. Luzes, folhas e flores foram colocadas como decoração perto de um enorme carvalho, não muito distante do pinheiro onde habitava Teodora. Pelas frestas de seu casulo Teodora via a comemoração dos insetos e veio com ela a remota sensação de que mais um primavera chegara e ela não se tornaria borboleta. Seu amigo Vaga lume apareceu por um ápice no pinheiro:
-Olá Teodora, como vai?
-ah oi vaga lume. Como acha que estou? disse com a voz baixa. Está chegando mais uma primavera...
-Teodora, não desanime! disse o Vaga lume tentando conforta-la.
Sabemos que não ira tardar a sua transformação, e que logo logo se tornará uma bela borboleta...
Sorriu arduamente.
-Obrigada...olha só todos estão se divertindo... E olhou para o imenso Carvalho onde estavam todos comemorando.
Disse ela com um tom de que gostaria de estar se divertindo também.
-Vamos lá então!
-Não, não posso ir, sabemos muito bem o que pode acontecer, e não estou nem um pouco afim de ser zombada na frente de todos, e também não quero que todos vejam que estavam certos...
-Certos? como assim...
-É certos, certos de que eu não me tornaria uma borboleta...
O vaga lume, aproximou-se perto da lagarta, deu uma pirueta no ar com sua luz, e disse:
-Teodora a noite está tão linda, olha só a lua, tão linda quanto a minha luz! E riu.
-Realmente está um noite linda, mas não posso sair do meu casulo. Irei admirar a lua daqui mesmo, estou um tanto cansada, tenho certeza que amanhã será um dia longo.
-Tudo bem, irei deixar-lhe descansar. Até mais Teodora, e não desanime acredito em você!
Sorrio solenemente.
-Obrigada, não sei o que seria de mim sem você. Até mais.
No dia seguinte o casulo de Teodora estava fechado, e enclausurado.
Os insetos observavam atentos, e perguntavam-se o que estava acontecendo.
Muitos acreditavam que Teodora estava morta, pois havia muito tempo que estava lá dentro.
Uma semana de primavera se passara e nada de Teodora, seu casulo no pinheiro continuava o mesmo, todos acreditavam que a lagarta havia ido embora e deixado o casulo embolorado, outros achavam que ela estava morta, mas ninguém se candidatava para averiguar o fato real.
Dias se passaram, e em uma bela manhã de sol, com nuvens brancas feito algodão novo, e um azul celeste no céu, o casulo de Teodora começara a se romper, os insetos notaram, e todos se reunirão para observar de perto, o casulo se rompia vagarosamente, e os raios solares começavam a adentrar junto as frestas que o casulo oferecia, quando de repente uma criatura de uma beleza imensurável começara a sair de dentro do casulo, todos ficaram impressionados com a beleza e as cores daquele inseto que até então era desconhecido, quando o Vaga lume que ali passava gritou:
- É TEODORA! É TEODORA!
Todos ouviram o grito do vaga lume, mas ninguém acreditava, todos estavam boquiabertos com aquela criatura cheira de ternura e graciosidade.
Ninguém acreditava que era Teodora, quando puderam observar melhor, não tiveram dúvidas era Teodora, que bailava sobre o céu azul celeste e os raios de sol fragmentadas em suas asas coloridas, a tornava um ser magnifico e belo!
Teodora estava tão feliz, e voava por dentre os outros insetos, gritando:
-Sou uma borboleta, uma borboleta, obrigada mãe natureza, obrigada!
Não conseguia conter sua excitação e felicidade extrema, finalmente Teodora realizara seu grande sonho.
Todos na floresta estavam vislumbrados, então puseram-se a aplaudi-la!
Daquele dia em diante, Teodora mostrara a todos que quaisquer que sejam os seus sonhos, um dia, e no momento certo ele iria ser contemplado, a paciência e a fé eram o alimento da alma para a realização de um sonho. E que jamais se deixasse derrotar, pois tudo que há de ser será!
Somos todos lagartas da vida vivendo enclausurados em nossos casulos de proteção, diante de negatividades e raras palavras de incentivo, podemos continuar a viver ou se render, temos o "sim" e o "não", mas é escolha nossa, em qual acreditar. Estamos em constante fluxo, ou paramos para sempre. Mas é o nosso querer e o nosso acreditar que servem como alimento da alma para mudar o impossível, pois o impossível não existe o que existe e a pouca fé naquilo que se tem medo de lutar.
Um conto, que conto!
[t.s]
Tamires Salles , 22 de novembro de 2012.
Mais uma primavera estava para chegar e como por hábito os insetos iriam dar uma festa de confraternização para a chegada da primavera, todos os insetos foram convidados, inclusive Teodora; Mas a pobre lagarta desconfiara pelo real motivo de ser convidada, ela tinha a leve impressão de que os insetos só fizeram o convite para poder afeta-la, e constatar de que em mais uma primavera ela não teria seu sonho realizado. Luzes, folhas e flores foram colocadas como decoração perto de um enorme carvalho, não muito distante do pinheiro onde habitava Teodora. Pelas frestas de seu casulo Teodora via a comemoração dos insetos e veio com ela a remota sensação de que mais um primavera chegara e ela não se tornaria borboleta. Seu amigo Vaga lume apareceu por um ápice no pinheiro:
-Olá Teodora, como vai?
-ah oi vaga lume. Como acha que estou? disse com a voz baixa. Está chegando mais uma primavera...
-Teodora, não desanime! disse o Vaga lume tentando conforta-la.
Sabemos que não ira tardar a sua transformação, e que logo logo se tornará uma bela borboleta...
Sorriu arduamente.
-Obrigada...olha só todos estão se divertindo... E olhou para o imenso Carvalho onde estavam todos comemorando.
Disse ela com um tom de que gostaria de estar se divertindo também.
-Vamos lá então!
-Não, não posso ir, sabemos muito bem o que pode acontecer, e não estou nem um pouco afim de ser zombada na frente de todos, e também não quero que todos vejam que estavam certos...
-Certos? como assim...
-É certos, certos de que eu não me tornaria uma borboleta...
O vaga lume, aproximou-se perto da lagarta, deu uma pirueta no ar com sua luz, e disse:
-Teodora a noite está tão linda, olha só a lua, tão linda quanto a minha luz! E riu.
-Realmente está um noite linda, mas não posso sair do meu casulo. Irei admirar a lua daqui mesmo, estou um tanto cansada, tenho certeza que amanhã será um dia longo.
-Tudo bem, irei deixar-lhe descansar. Até mais Teodora, e não desanime acredito em você!
Sorrio solenemente.
-Obrigada, não sei o que seria de mim sem você. Até mais.
No dia seguinte o casulo de Teodora estava fechado, e enclausurado.
Os insetos observavam atentos, e perguntavam-se o que estava acontecendo.
Muitos acreditavam que Teodora estava morta, pois havia muito tempo que estava lá dentro.
Uma semana de primavera se passara e nada de Teodora, seu casulo no pinheiro continuava o mesmo, todos acreditavam que a lagarta havia ido embora e deixado o casulo embolorado, outros achavam que ela estava morta, mas ninguém se candidatava para averiguar o fato real.
Dias se passaram, e em uma bela manhã de sol, com nuvens brancas feito algodão novo, e um azul celeste no céu, o casulo de Teodora começara a se romper, os insetos notaram, e todos se reunirão para observar de perto, o casulo se rompia vagarosamente, e os raios solares começavam a adentrar junto as frestas que o casulo oferecia, quando de repente uma criatura de uma beleza imensurável começara a sair de dentro do casulo, todos ficaram impressionados com a beleza e as cores daquele inseto que até então era desconhecido, quando o Vaga lume que ali passava gritou:
- É TEODORA! É TEODORA!
Todos ouviram o grito do vaga lume, mas ninguém acreditava, todos estavam boquiabertos com aquela criatura cheira de ternura e graciosidade.
Ninguém acreditava que era Teodora, quando puderam observar melhor, não tiveram dúvidas era Teodora, que bailava sobre o céu azul celeste e os raios de sol fragmentadas em suas asas coloridas, a tornava um ser magnifico e belo!
Teodora estava tão feliz, e voava por dentre os outros insetos, gritando:
-Sou uma borboleta, uma borboleta, obrigada mãe natureza, obrigada!
Não conseguia conter sua excitação e felicidade extrema, finalmente Teodora realizara seu grande sonho.
Todos na floresta estavam vislumbrados, então puseram-se a aplaudi-la!
Daquele dia em diante, Teodora mostrara a todos que quaisquer que sejam os seus sonhos, um dia, e no momento certo ele iria ser contemplado, a paciência e a fé eram o alimento da alma para a realização de um sonho. E que jamais se deixasse derrotar, pois tudo que há de ser será!
Somos todos lagartas da vida vivendo enclausurados em nossos casulos de proteção, diante de negatividades e raras palavras de incentivo, podemos continuar a viver ou se render, temos o "sim" e o "não", mas é escolha nossa, em qual acreditar. Estamos em constante fluxo, ou paramos para sempre. Mas é o nosso querer e o nosso acreditar que servem como alimento da alma para mudar o impossível, pois o impossível não existe o que existe e a pouca fé naquilo que se tem medo de lutar.
Um conto, que conto!
[t.s]
Tamires Salles , 22 de novembro de 2012.
Muito lindo!Adorei seu texto.Ele nos permite saber que nada é impossível na nossa vida e que nunca devemos desistir dos nossos sonhos.
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