E ele gritava e dizia eufórico que não me amava mais, o pranto oscilando em sua face, dizia que não me queria, e que tínhamos que tomar rumos diferentes, porque, para ele tudo já havia se findado e, olhando em seus olhos com repentinos lampejos eu via que todas aquelas palavras eram falsas, quanto mais dizia que não me amava, seus olhos diziam o contrário, diziam que me amava cada vez mais; E eu, que não conseguia dizer nada, ouvia-o atentamente, pois eu adorava ouvir o sussurrar de seu olhar contradizendo suas palavras, aquele olhar se declarava a mim.
Sua boca fala coisas, mas seus olhos mostram a verdade...
[t.s]

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