Parada e inerte mantive-se naquele grandioso espetáculo de atores sem expressão, mantive-me quieta pois já bastava as vozes gritantes dos quatro cantos do palco mudo, foi quando levantei-me e olhei para a plateia, cadeiras cheias de lugares vazios, não havia ninguém, e isso já se prolongava a semanas, eu não conseguía esclarecer que mistério era aquele, o porquê daquele teatro vazio, só ouvia-se rumores de que todos da cidade estavam nos bingos, apostando suas economias nos cassinos daquela deplorável cidade, estavam sendo escravas das próprias futilidades de rotulavam de "liberdade", sentei-me no beiral do palco, os meus colegas de teatro já haviam ido embora, então só restava à mim ficar lá por mais alguns minutos ou horas, olhando aqueles lugares vazios, veio a remota lembrança de quando aquele teatro era requisitado e visitado, esgotavam-se a bilheteria por não ter espaço suficiente para tantos admiradores da Arte cênica, cada lugar que ali estava vazio, já foi ocupado por almas pujantes, e eu ainda podia ouvir as gargalhadas escancaradas que davam, ou até o marejar olhos escondidos no escuro da plateia, cada ser que ali já esteve tinha uma visão diferente do espetáculo que assistia, cada um aprendia um ensinamento, e saiam de lá com a o ser renovado, e essa era a nossa meta, renovar pessoas através da Arte, isso lembra-me de um pequenino que no final do espetáculo avistou-me de longe, e exclamou meu nome com tanta frenesi que espantei-me, ele vinha em minha direção com os braços a se erguer para que eu o pegasse no colo, e foi o que fiz, o levantei e coloquei em meus braços, aquele pequenino não exitou em gesticular tocando em minha testa enquanto dizias : " QUE LEGAL, AQUILO QUE VOCÊ FEZ, EU RI TANTO QUANDO VOCÊ CHAMOU AQUELE MOÇO DE BOBO DOS CABELOS VERDES", eu dei um leve entre-riso, o pequenino abraçou-me tão minunciosamente que senti-me acolhida por um anjo, sua inocência era encantadora, e sua visão também, continuei a segura-lo, ele mexia nos meus cabelos, e tocava em minha orelha, batendo com as ponta de seus dedinhos o meu brinco, perguntei-lhe: " E você pequenino o que queres ser quando crescer?", então ele inclinou bem levemente e abriu um sorriso de canto a canto, encolhendo as mãozinhas entre-o-rosto, e exclamou meio sem jeito:"Quero ser igual vocês", estreitei o olhar e perguntei: Ser igual a nós? como assim? queres ser ator?, e o retribui com um aperto leve em seu pequeno nariz, e o pequenino disse:" Não, vocês fazem as pessoas sorrirem e até chorarem, eu gosto disso, quero fazer isso quando eu crescer, acho tão legal quando vejo as pessoas rirem e chorarem, isso mostra que elas tem sentimentos...", ao ouvir o que ele dissera arregalei os olhos, e me fiz uma auto pergunta," como ele sabia daquelas coisas?", era tão pequenino,e veio-me uma alegria que causou fervor em meu coração, naquele momento senti que valia á pena continuar a fazer o que sempre fiz, o olhar daquele pequenino era nu, não escondias nada, transparente como cristal, então o coloquei no chão pois ele já tinhas que ir embora, ele abraçou-me mais uma vez cuidadosamente, e mais uma vez senti-me acolhida por um anjo, ele afastou-se de mim e acenou contente com as bochechas coradas, acenei de volta e com um largo sorriso no rosto, depois disso muitas pessoas aproximaram-se, elogios, elogios, elogios, e mais elogios, mas nada se comparava ao que aquele pequeno me dissera; Agora aqui estou, sentada sozinha no palco na qual já trouxe-me muitas alegrias, as luzes estão apagadas, e só se tem o clarão no palco vazio, um suspiro profundo tomou conta do meu ser, meu corpo estava cansado, e meus olhos insistiam em se fechar, eu não sabia o porquê de ainda está lá, não havia ninguém além de mim, e provavelmente não apareceria ninguém, o que era cabível naquele momento era ir embora...E fui, mas não para sempre, eu sempre voltaria para aquele teatro, que por mais vazio aparentasse ser, foi onde mais preenchi minha alma, aparentemente vazio, mas só quem viveu lá sabe o quão cheio ele és....
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Não esqueças de acender o teu lampião todas as noites...
Na fazenda da minha antiga cidade, moravam há muitos anos um casal de velhinhos. E sempre que podia os observava. Era solene a forma como os dois se encaixavam. Ela era vendedora de flores e ele um velho agricultor, que nunca havia andado de carro, pois, costumava rotular como ''máquina inútil''. Ele gostava mesmo era de andar de carroça e sentir o galope que dava o cavalo. Todas as manhãs bem cedinho, oravam e agradeciam por mais um café quentinho coado no pano -que mais parecia meia velha-. Eu gostava de observa-los; Transmitiam uma sensação que eu jamais pudera sentir; Marejavam-me os olhos quando despediam-se com um beijo na mão e outro na testa. Aquela velhinha amorosa tinha alma de anjo. Uma vez estava próxima aos dois, e, calada, meio distante, pude ouvir o que conversavam. Ela dizia a ele que, ao anoitecer, não esquecesse de acender o lampião, pois tinhas medo de dormir na escuridão -já que na humilde casa não havia eletricidade. Ele segurava-lhe a mão e dizia: Não esquecerei. Com um tom de voz doce. E o ritual de acender o lampião se estendia por noites e noites. Mas como sabemos, um dia as coisas tomam um rumo que já nascemos predestinados a tê-lo. Ela era frágil e sua saúde já não era a mesma, fraca e sonolenta, já previa a sua partida, então teve aquele triste fim.
Mas partiu como um anjo solene e feliz. Em seus últimos momentos, disse a seu companheiro: Não sei para onde irei. Mas onde quer que eu vá estarei esperando-te também, meu amado... E fechou os olhos. O velhinho não conformava-se de que havia perdido sua preciosa mulher. Todas as noites antes de dormir fazia o havia prometido a sua companheira; Acendia um lampião do lado na cabeceira onde ela dormira antes de morrer, e, ao orar recitava baixinho como se estivesse falando a ela. Dizia: Como sempre prometi a ti minha amada. Aqui está seu lampião aceso, para afastar-lhe a escuridão. Saibas que onde quer que estejas, nunca estarás no escuro, pois todas as manhãs, o sol brilhará, e ao anoitecer o lampião reinará em nosso quarto, para alegrar-te. E não vejo a hora de te encontrar.
...Não faças da noite tristeza, acendas o lampião do teu amor...
(Tamires Salles M.)
...Não faças da noite tristeza, acendas o lampião do teu amor...
(Tamires Salles M.)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Não sejas escravo do limite...
Quantas vezes a sua garganta fechou-se, deu-se um nó, e um engasgo formou-se, quantas vezes o coração pulsou de forma que ecoasse em um comodo qualquer, quantas vezes marejou-se os olhos e engoliu as lágrimas submersas, quantas vezes quis gritar tão alto que pudesse ensurdecer o silêncio que insistia em incomodar os ouvidos, quantas vezes quis fazer algo, mas que, por abrigar o medo o fez refém, quantas vezes olhou naqueles olhos negros e quis dizer o que eles lhe diziam, quantas vezes sentiu aquele toque e quis recitar o que eles transmitiam, quantas vezes ao sentir aquele breve abraço lhe trouxe uma paz interna, uma calma aérea, e uma inquietação sútil, quantas vezes ao ler aquele livro, lembrou-se daquele sorriso maroto e daquela fala mansa, que se encaixavam no final de um verso em uma canção de amor, quantas vezes deixou a incerteza gritar mais alto que a vontade do coração, quantas vezes mais terás medo de ariscar, quantas vezes mais terás de obter coragem para enfrentar o que lhe causa tremor, quantas vezes mais fugirás daquele jeito que lhe cativou, mas que não atreve-se a ir procurar, quantas vezes mais terás que viver em função do tempo esperando que ele venha bater um sua porta com flores e um cartão
..quantas vezes mais terás que usar o quantas vezes...
Tamires Salles M.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Talvez era só coincidência...
Era um dia de sol , um dia comum por sinal, o dia estava meio morno demais, como costumava ser, resolvi dar uma volta por perto de um parque que se encontra à algumas quadras de casa, coloquei meus sapatos surrados e um moletom grande e largado, peguei meus fones de ouvido, coloquei nas minhas musicas, as que eu costumava ouvir em um dia rotineiro solitário, continuei a caminhar e os barulhos externos dos carros nas ruas estavam turbulentos demais, eu não via a hora de chegar ao meu destino, era quase o pôr do sol e eu não podia perder esse momento, não sei o que era mais bonito o pôr do sol, ou o surgimento da lua em seguida, eu realmente não sei, só sei que esses dois feitos me cativavam muito. Cheguei ao meu destino, eu estava contente em saber que ainda não era pôr do sol, e que eu iria pode vê-lo desde o inicio, alguns pássaros cantavam por entre as árvores, eu me sentei na grama e expirei o ar puro das flores, olhei em volta, tudo parecia normal, o pôr do sol já iria se iniciar, olhei em volta pra ver se não tinha mais ninguém, foi quando me veio o espanto, havia outra pessoa além de mim naquele mesmo lugar, e por coincidência também esperando para ver o pôr do sol, estreitei o olhar para poder vê-lo melhor, ele era lindo, os fracos raios solares batiam em sua pele reluzente , aquilo me encantou de uma forma absurda, não era comum pessoas irem observar o pôr do sol no fim de tarde, aquele garoto tinha algo de especial, e aquilo me atordoou, quem era aquele garoto? Eu nunca havia o visto antes, ou nunca havia o notado? não sei, continuei a observar seus pequenos gesto, até a maneira com que ele mexia no cabelo me “ incomodava”, fitei-o consecutivamente, por ímpeto estava vidrada na imagem tão encarecedora daquele garoto que eu ao menos sabia o nome, foi então que ele se levantou , nossos olhares de cruzaram e eu sem pensar abaixei a cabeça para que não percebesse que eu estava o olhando... Ele estava se aproximando e a cada passo teu meu coração disparava sem nem saber o porquê, e que magia era essa que esse garoto tinha sobre mim? Quando nem me dou conta ele já estava sentado ao meu lado, olhou para mim e sorriu de leve, eu corei na mesma hora, não sabia o que falar o que fazer, porque aquele garoto que nem me conhecia queria ? Foi quando ele gesticulou — Você estava olhando pra mim, eu fiquei inquieto com a forma que me olhava, então vim ver o que era... Ele deu um sorrisinho abusado, fiquei com tanta vergonha queria enfiar minha cabeça na toca do meu moletom só para ele não ver como eu fiquei com o que disse. Passei meus dedos por dentre a minha longa franja e disse: — Eu nunca havia o visto por aqui, me desculpe o espanto. Falei com um tom meio baixo e calmo para não parecer mais uma louca que olha pros garotos e não tira os olhos deles. Ele sorrio pra mim, um sorriso tão lindo, e disse : — ah eu sempre venho aqui , quer dizer sempre que tenho tempo, gosto de ver o pôr do sol, pensar um pouco essas coisas . Ele deu outro sorrio meio inclinado pra mim, novamente eu estava vidrada naquele completo “quase estranho”, aquele garoto tinha algo de especial algo que me contagiava e me deixava inquieta, aqueles olhos negros e cabelo de corte meio curto me faziam flutuar. Começamos a conversar e a cada palavra eu percebia que tínhamos mais em comum do que uma vista para o pôr do sol, ele não era atirado, respondia objetivamente e dava sempre um riso acolhedor no final de cada frase, eu não acreditava que eu estava conversando com ele, mais me senti a vontade, ele me perguntou o que eu fazia da vida, e eu não fazia idéia do que responder, a minha vida não tinha lá muita graça e muito menos trazia alguma coisa que se diga ‘’ oh minha nossa ‘’ , diferente dele que parecia ter uma vida super empolgante e ‘’badalada’’ , mais que na verdade ele era como eu , uma vida simples e objetiva, continuamos a conversar , eu o perguntei o seguinte : — O que gosta de fazer ? , de inicio era uma pergunta meio boba, será que eu não tinha algo de mais interessante pra perguntar? , enfim, ele me respondeu com o seguinte: — Gosto muito de ler, praticar esportes, gosto do calmo, gosto da vida... Aquela reposta me deixou sem o que falar, aquele garoto era tão... Tínhamos tanto em comum, já havia até me deslumbrado com ele, já era tarde a lua já brilhava lá no alto, tirei meu celular do bolso e olhei, já havia passado da hora de ir pra casa, eu não queria ir, não queria deixar aquele garoto, eu tinha que saber mais, porém ele também tinha que ir, então eu disse :
— bom , tenho que ir agora .
Ele: — Eu também, já estou indo, está meio tarde. Ele sorri de canto.
Eu: — Então ta, estou indo , me aproximei de leve para poder se despedir dele , nossas faces tocaram-se, pareciam entrar em sintonia, por um momento súbito eu senti estar nas nuvens, e não queria ir embora.
Ele afastou-se de leve colocou as mãos no bolso, destinou-me um leve sorriso, deu as costas e foi embora... E eu fiquei o observando por uns instantes, cada vez mais sua silhueta ficava distante de mim, esperei o ir embora até não conseguir mais vê-lo... Mas pêra ai eu não perguntei o nome dele e nem se voltaríamos a nos ver, naquele momento me senti decepcionada, um ar de tristeza se estampou levemente em meu rosto, e a pergunta “ainda poderei vê-lo novamente ? “ , me alimentei com a esperança de que sim, arrumei meu moletom ,bati na minha calça para tirar a sujeira que ficou da grama, e segui para casa ... Aquele garoto me atormentou eu preciso vê-lo novamente, poderia ser incerto isso... Mais ainda espero o dia em que sentaremos novamente naquela grama verde para observar um perfeito pôr sol...
—Tamires Salles M.
Indagáveis
Nunca fui a garota mais disputada da escola, nem a popular, muito menos interessante, eu sempre fui eu, somente eu, mais uma em 3 mil em uma escola, e pra falar a verdade eu não me sentia mal por isso, quer dizer não quando alguém notava minha presença e começava a cochichar, ou me olhava com olhar de estranheza, e eu me perguntava ” há algo de errado comigo?”, “porquê estão me olhando desse jeito?”, e sempre caia na mesma resposta, resposta alguma, àqueles que me “notavam” não era por causa da minha “beleza”, mas da minha “estranheza”, só porquê eu era uma das pouquíssimas garotas que caminhavam rápido demais para a sala de aula, com livros empilhados no braço, uma bolsa com cadernos, e apostilas para mais um dia cheio de aula, e que gostava de rabiscar a última folha do caderno com versinhos improvisados e pensamentos, que sempre tinha uma palavra nova para expressar um sentimento…eu era diferente das garotas daquela escola, eu não tinha nada haver com elas, e elas muito menos comigo, eu tinha poucos amigos, os quais também recebiam olhares estranhos direcionados à eles, de vez em outra eram caçoados por estúpidos da Classe que se achavam os “fodas”, sim eram bem fodidos mesmo! As garotas da minha Classe eram esnobes, fúteis, mas populares e “desejadas”...vai entender! Eu nunca fui em festinhas da escola, minto, fui uma vez, e última, aquilo não era “festa”, era uma sessão de “falta de dar-se ao respeito”, como poderiam chamar aquilo de festa?! Enfim, já estou no 3° ano, faltam poucos meses para eu me ver livre daquilo, confesso que irei sentir falta dos meus amigos, sim do contato diário, mas como disse são meus amigos e nos encaixamos até onde ninguém acha que podemos."
— Tamires Salles M.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Uma Romantivolucionista...
Ela é diferente, tem uma cautela que é de ser invejada, tem olhos pequenos meio arredondados com leves cílios curtos, e uma fluência indescritível, ela fala como se entendesse das coisas, se certa forma entende, mas fala como se soubesse solucionar tudo, mesmo sabendo que muitas vezes não, ela te ouve, e fala bem pouco, gosta de ouvir as pessoas, sente-se útil quando um amigo a chama para desabafar, ela gosta de falar, mas na maioria das vezes só ouve, as vezes ela só te abraça, porquê muitas vezes não são de palavras que se precisa, ela entende seu silêncio e te convida para uma dança só com um olhar, ela gosta de livros e páginas amareladas, tem uma mania de não inclinar muito as páginas do livro para que não fiquem entre-abertos, tem amigos, e sempre aparece alguém para conversar com ela, mas, mesmo quando lhe dão um pouco de atenção, ela tem suas carências, vazios, e uma dose de "está faltando isso na minha vida", ela não sabe bem o que é, na verdade sabe, mas tem receio de pronunciar e pensar sobre, a falta que ela tem á persegue à 17 longas primaveras, e até hoje ela não sabe o porquê disso, já se passaram, se passam tanto tempo e ela não elimina essa "falta", talvez seja porquê ela sempre acreditou nos livros e seus heróis" romantivolucionistas", encontra refúgio nos livros, e é encantador a forma como seus olhos se perdem entre cada parágrafo, e o sorriso frouxo que deixa estampado quando lê, ela não é muito de sorrir, e meu caro se ela sorrir por longos segundos com olhos que te deixam sem jeito, pode ter certeza de que você está no coração dela, ela contém tanta coisa, tanto mistério, tanto afeto, que dizer que ela é diferente não é o suficiente, não que ela seja perfeita, jamais, ela tem uma verdade que poucos conseguem perceber, na verdade poucos se interessam em descobrir, olhar através da sua carcaça de humana, uma tarefa difícil por sinal, por muitas vezes nem ela consegue se olhar através de si mesma, é como se ela fosse o final do Poema de Vinicius de Moraes,
" A mulher que passa
Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça."
Tamires Salles M.
Tamires Salles M.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Sintonia...
Eu preciso de você
Quando precisar de mim
Fizemos um começo
Sem nos preocupar com o fim
Você sabe quem eu sou
E eu só sei que sou
Não nasci por engano
E enganado não estou
Tenho vários ao meu lado
Poucos são os que estão comigo
O que ser quando crescer?
Vou crescer pra poder saber.
E até lá irei de encontro a ti
nessa estrada sem direção
o brilho do sol é quem há de me guiar
Peço a Deus que cuide de mim
e cuide de ti também
meu bem querer
querer-te é o meu bem
Não sei o que o mundo quer de mim
não sei qual será minha sentença
não importa o que aconteceu
ganhei como experiência.
E se de longe eu estiver
não fiques em desespero
estarei contigo
pois meu amor é único e derradeiro.
Leonardo Santana Jorge e Tamires Salles M.
Desventurada...
Sou cheia de encontros
E desencontros
Venturas e desventuras
Amores e desamores
“Sou tão cheia de tudo, que não tenho nada."
Tamires Salles Moraes
Que será, será...
Que minhas loucuras
sejam o reflexo das atitudes
que nunca tomei
Que minhas frustrações
sejam uma porta
para um abrigo eterno
Que meus medos
sejam passageiros
Que as palavras
que se formam em meus lábios
sejam minha alma
clamando por socorro
Que o amor que guardo
seja libertado
Que será será
Que seja!
Tamires Salles Moraes
sejam o reflexo das atitudes
que nunca tomei
Que minhas frustrações
sejam uma porta
para um abrigo eterno
Que meus medos
sejam passageiros
Que as palavras
que se formam em meus lábios
sejam minha alma
clamando por socorro
Que o amor que guardo
seja libertado
Que será será
Que seja!
Tamires Salles Moraes
Culto de Amor...
"Procuro me desarmar
Ando em busca de paz
Respondo a vontade do céu
Sentimentos. Não preciso de provas
União para você, ô sim
Não fale nada
A verdade vem no seu beijo
Você nas minhas mãos, eu juro que não tenho medo
União para você, ô sim
Não fale nada
A verdade vem no seu beijo
Você nas minhas mãos, eu juro que não tenho medo
Eu não tenho medo..."
Edgard Scandurra
Ando em busca de paz
Respondo a vontade do céu
Sentimentos. Não preciso de provas
União para você, ô sim
Não fale nada
A verdade vem no seu beijo
Você nas minhas mãos, eu juro que não tenho medo
União para você, ô sim
Não fale nada
A verdade vem no seu beijo
Você nas minhas mãos, eu juro que não tenho medo
Eu não tenho medo..."
Edgard Scandurra
Aqueles olhos nus...
Nunca havia me sentido tão bem em toda minha existência
Pela primeira vez pude sentir o quão bom é ter a companhia de alguém
a calma interior e uma dose exagerada de felicidade
que não canso de repetir,
Eu sempre fui dos que davam uma passo à frente
e dois para trás
Dos que estendiam a mão
mas que protegia o rosto
Se entregar nunca fez parte da minha vida
Nunca fui de me render
Isso soava como uma ameaça
Os precipícios e barrancos sempre foram extensos e traiçoeiros
e ainda estou superando alguns
Mas foi só você me aparecer
para eu aparecer
Eu me encontrei sem ao menos me perder
E enxergo em você uma estrada longa que parece não ter fim
Os precipícios não me causam tanto temor como antes
Você despertou em mim uma coragem
esquecida em um baú com teias-de-aranhas
Vou de encontro a ti do lugar mais distante
só para ver aqueles teus olhos nus e crus
que causam-me tremor
a-nossa-relação-sem-nome é um mistério
Você é um labirinto de mil entradas meu bem
E não canso-me de tentar lhe desvendar
Quero descobrir mais dessa sua verdade
eu juro que que não tenho medo
e espero que você também não...
Tamires Salles Moraes
Tamires Salles Moraes
Em um dia qualquer
Eu só queria saber, como fazer para acabar com esse vazio interno, eu poderia comer algo, mas não resolveria, eu queria saber calar o que grita dentro de mim, mas estou muda e não consigo, talvez eu esteja faminta por ti meu bem, talvez esteja louca para sussurrar o teu nome, ou pior estou te querendo demais, demasiadamente, escandalosamente, mesmo que não “pareça” eu sonho contigo, sonho com aquele nosso beijo, que por desventura nunca aconteceu, não conheço seus lábios e só pude sentir o teu abraço raramente, já lhe destinei beijos por olhares e toques por sorriso, sinto uma necessidade absurda em cuidar de ti, mesmo que não saiba, você é meu pequeno homem, me pequeno beija-flor, meu pequeno bem querer, e eu te quero, nesse mundo os corações batem mais devagar e quase não se tem sinal de amor, mas podemos nos acolher um no outro, e dividir o inverno, o verão, a Primavera, todas as estações, basta um sinal teu meu bem, que irei correndo te encontrar, em um dia qualquer, numa esquina, em uma rua estreita, ou uma praça, só permita-me te encontrar...
Tamires Salles Moraes
Tamires Salles Moraes
Dê companhia a sua solidão...
Pessoas ajudam pessoas
Só Deus sabe da carência da humanidade
Cidades cheias de vazios
Almas que cambaleiam e tropeçam
Que precisam de uma mão estendida
Anjos te corações embriagados
por doses demasiadas de solidão
Ninguém precisa ficar sozinho
uma canção para dar voz ao seu estado de espirito
Em que estado você está?
Pessoas de corações com baixa temperatura
Queria poder não pensar tanto
isso resolveria muita coisa
Sabedoria ao extremo faz ficar em psicose
Estenda sua mão, deixe-me segura-las
Dê uma volta na cidade
Dê de presente a alguém a linda curva do teu sorriso
Empreste o calor do teu abraço
sem se preocupar em quando irão devolve-lo
dizem que amar é ser tolo
então que eu morra de pura tolice.
então que eu morra de pura tolice.
domingo, 16 de setembro de 2012
Mas que nada...
Eu Nada era...
Nada para sentir
Nada para falar
Nada para lutar
Nada para desistir
Nada para cantar
Nada para pensar
Nada para comemorar
Nada para sorrir muito menos para chorar
Eu era um junção de nadas
que se tornava muita coisa
Um nada com nada para faltar.
Tamires Salles M
A menina do cabelo azul
Garota meio crédula,
até demais
acreditava que existia um outro mundo
um paralelo diferente do que vivia realmente
todos os dias olhava o céu,
na sacada de sua casa,
uma bela vista por sinal
ela contava estrelas
contornava a lua com as pontas do dedo
e sempre dava um suspiro longo
quando percebia
que já havia perdido
as contas de quantas estrelas havia na imensidão do céu,
sonhava com o dia que conheceria o segundo mundo,
na imaginação dela tudo lá eram de diferentes cores,
as casas eram listradas e haviam muitas pessoas com cabelos diferentes,
cada uma com a sua cor preferida,
e ela por ventura já havia colorido o cabelo,
seus fios azulados à deixavam mais diferente do que já era de costume,
uma dia perguntaram à ela "o que quer ser quando crescer"?
até demais
acreditava que existia um outro mundo
um paralelo diferente do que vivia realmente
todos os dias olhava o céu,
na sacada de sua casa,
uma bela vista por sinal
ela contava estrelas
contornava a lua com as pontas do dedo
e sempre dava um suspiro longo
quando percebia
que já havia perdido
as contas de quantas estrelas havia na imensidão do céu,
sonhava com o dia que conheceria o segundo mundo,
na imaginação dela tudo lá eram de diferentes cores,
as casas eram listradas e haviam muitas pessoas com cabelos diferentes,
cada uma com a sua cor preferida,
e ela por ventura já havia colorido o cabelo,
seus fios azulados à deixavam mais diferente do que já era de costume,
uma dia perguntaram à ela "o que quer ser quando crescer"?
Disse ela confiante:
"Quero ser presidente do Segundo mundo,
quero cuidar das pessoas de lá,
quero ensina-las muitas coisas e aprender com elas também.
" O sonho da pequena era grande e a sua imaginação a tornava maior ainda,
ela nunca havia sentido o amor, mas sabia que estava mais próxima dele, nunca deixava de contornar a lua, e sempre fazia uma curva de sorriso no centro dela, ela dizia que gostava de fazer a lua sorrir.
T.S.M
"Quero ser presidente do Segundo mundo,
quero cuidar das pessoas de lá,
quero ensina-las muitas coisas e aprender com elas também.
" O sonho da pequena era grande e a sua imaginação a tornava maior ainda,
ela nunca havia sentido o amor, mas sabia que estava mais próxima dele, nunca deixava de contornar a lua, e sempre fazia uma curva de sorriso no centro dela, ela dizia que gostava de fazer a lua sorrir.
T.S.M
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