quinta-feira, 25 de outubro de 2012

As minhas, as tuas, as nossas loucuras...

Cometa loucuras. Não pense muito, pensar já faz mudar de opinião, faça e arrisque, os acontecimentos normais se realizam porém se perdem as frestas da memória. Cometa Loucuras. Quase ninguém lembra dos acontecimentos bons, das madrugadas de riso, e das cenas rotuladas de 'patéticas' por uma coisa tola que se fez ou disse a alguém, por estar gostando dessa pessoa, muitos acontecimentos bons e simples são esquecidos por não sabermos enxergar com os olhos dos sentimentos. Mas fazemos questão de ficar mal por coisa besta, por aquele telefonema que nunca recebemos, ou pela frieza do outro sem ao menos saber o que está acontecendo, ou aquela conversa que não parece estar tão interessante quanto as primeiras, ou qualquer outra coisa, não se apegue a esses acontecimentos, toda história tem sua moral, não deixe-se perder na metade, lute pelo seu 'final feliz'. Cometa Loucuras. E em dias de chuva dispense o guarda-chuva, e dance nela, o minimo que terás é uma gripe e um nariz escorrendo, entretanto terás uma história para rir e contar. Cometa Loucuras. Não tenha medo de dizer o que vem, ou que não  vem a cabeça, vá lá e diga, pelo menos não irá se perturbar com o ponto de interrogação na sua cabeça. Cometa Loucuras. E se sente saudade de alguém, vá ao encontro dela, e se mora longe, arrume dinheiro para a passagem ou peça a alguém uma bicicleta emprestada, só não deixe de ver quem te faz bem. Cometa Loucuras. Não fique na vontade, não guarde dinheiro para só acumular e não saber o que fazer depois, gaste com o que te trás alegria, seja no cinema com um filme 3D, no teatro com aquela peça que você tanto queria ver, no barzinho com os amigos ou talvez com bobagens que você tem vontade de comer. Cometa loucuras. Use aquelas roupas amarrotadas que você tem a anos que gosta tanto, mas não tem coragem de usar, use e abuse se sinta bem, pois ninguém pode fazer isso por você. Cometa loucuras. Cante um Inglês mesmo sem nem saber o que está cantando, cantarole, dance e sinta-se liberto. Cometa loucuras. Não deixe que a rotina te afaste de quem você queria que estivesse perto, faça algo diferente, chame para sair ou façam um passeio grátis, mas não deixe morrer o que ainda teria que viver muito. Cometa loucuras. Não deixe-se perder com as desilusões da vida, há tanta coisa que vale a pena conhecer. Cometa loucuras. Se possível almoce sozinho para sentir falta do que ainda não foi servido no prato da sua vida. Cometa loucuras. Ajude alguém carregar sacolas pesadas, mesmo quando a pessoa insiste em dizer que 'não precisa de ajuda e que aguenta o peso'. Cometa loucuras. Apaixone-se pela vida, e ame a sua vida, leia  um livro novo, ouça uma canção nova, ou faça sua própria canção, cantarole-a, só não deixe sua vida em um mar sem ondas sonoras. Cometa loucuras. Relembre uma madrugada que teve com alguém, ou uma tarde maluca ou tranquila, mas lembre, só para ter o prazer de sorrir novamente. Cometa loucuras. Não faça drama para ganhar atenção, ou até faça para ver se alguém tem a sensibilidade de lhe ouvir, mesmo sabendo que está fazendo manha. Cometa loucuras. E que todas as suas ações ou lembranças não lhe perturbe por não ter arriscado. Cometa loucuras. Alterne e mude sua respiração com um beijo. Cometa loucuras. Ninguém quase lembra mesmo dos acontecimentos bons e pequenos. Então faça lembrar.  Cometa Loucuras. Prefira a ousadia da loucura do que a covardia de vontades não realizadas. Cometa loucuras. Liberte-se!

Todo dia é uma chance de fazer loucuras, seja louco, pois tentar ser sensato é ousadia demais.
Tamires Salles M.

Só uma coisa...

Estou sentindo minha falta...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A pior sensação...

Quando eu tinha 7 anos eu sofri o meu primeiro ”abandono”, fui esquecida na porta da escola, era o meu primeiro dia de aula, minha 1° série, e já havia sido recepcionada daquela forma, eu era tão pequena, e cheia de medos, todos indo embora com seus pais, outros indo embora com as vans escolares, e eu ainda estava lá, esperando a minha vez de ir embora, minha escola era gigantesca, e eu me tornei tão pequena perto dela, todos os portões fechados, e nem o zelador da escola estava lá para me ”ajudar”, foi então que eu decidi ir embora sozinha, eu não sabia o caminho de casa, e me esforçava para lembrar o trajeto que a minha Van escolar havia feito até a escola, mas eu não conseguia lembrar, me senti tão inútil, eu nunca havia me sentido daquela forma, 7 anos e já se sentir inútil? foi então que eu desisti, e parei no muro alto e rustico da escola, me agachei e fiquei toda encolhida, com os braços envolta dos joelhos, aquela sensação de abandono e medo foi a pior que já tive, eu não poderia recorrer a nada e nem a ninguém, estava eu totalmente dependente de alguém para me livrar daquilo, fiquei esperando alguém aparecer para poder me tirar de lá e me levar para casa, eu só queria minha casa, meus pais, mas ninguém aparecia, e aquele vazio me deixava com mais medo, depois de tanto esperar a ‘tia’ da van aparece toda desesperada, quando eu a vi meu coração até voraz ficou, eu enfim iria voltar para casa, fiquei feliz em vê-la mas ao mesmo tempo fiquei com raiva dela, por ter me feito sentir aquela sensação horrível, foi ai que eu prometi à mim mesma que eu nunca mais permitiria me sentir daquela forma, nunca, jamais, e nunca iria deixar que ninguém me fizesse passar pelo que eu passei ou sentir o que eu senti.

Um dia para não recordar. Tamires Salles

sábado, 20 de outubro de 2012

Campo de batalha...


Agora entendo o porquê do Peter-pan não querer crescer, crescer assusta, crescer faz ter mais medo, e se sentir inseguro, você é disparado bruscamente a um campo de batalha diferente das fases que você estava acostumado a lutar, e sem pensar muito você tem que começar a batalhar, afinal o que é crescer? fazer 18 e fazer o que der na telha? não é bem assim, nessa fase é quando você aprende que não pode mais se esconder no quarto e trancar a porta, aprende que, tapar os ouvidos para não ouvir uma coisa desagradável não é mais uma saída,  e que fazer cara feia não ajuda a resolver as coisas,  lembro de quando eu tinha 10 anos, eu achava fantástico o fato de que um dia eu teria 17, 18 anos ou mais, e provavelmente iria sair, badalar, namorar, e chegar de madrugada em casa, no entanto estou eu com 17 e nunca tive interesse em ir a nenhuma balada, nunca tive sequer um relacionamento, e foram poucas as pessoas com que me"envolvi". 
Lembro também de quando eu chegava em casa chorando, e ia para o colo dos meus pais, por ter tido um dia ruim na escola, por ter tirado uma nota ruim, ou pelo fato de ter sido sexta-feira "Dia do brinquedo" e eu não ter lavado o meu, isso não mudou muito, querer se refugiar em um colo e sentir alguém fazendo carinho no seu cabelo para te acalmar e dizer que tudo iria ficar bem, está fazendo falta, as vezes eu preciso de um colo, e tenho que aceitar que, por muitas vezes esse colo estará longe de mim, e mesmo assim não deixar de suplica-lo,  passei grande parte da minha adolescência sonhando sem me mover, dentro de casa assistindo Tv,  lendo livros, ouvindo músicas, e tentando achar o porquê das coisas com doses demasiadas de rebeldia, mas não me arrependo de absolutamente nada, isso me tornou o que sou hoje, ou está me tornando. Por fim crescer é assustador, é aprender também que os monstros que eu achava que tinha debaixo da minha cama nunca estiveram lá, mas que um dia iriam existir, e que não iriam aparecer debaixo da cama ou dentro do guarda-roupa, mas sim no dia a dia, e que todos os dias iria ter um monstro diferente para se encarar, e que muitos deles sairiam de dentro de si para amedrontar, crescer é iniciar uma longa batalha contra monstros, e aprender a lidar com si mesmo, é querer se trancar no quarto o dia todo e não poder, por ter que trabalhar ou cumprir alguma responsabilidade, mas que belo campo de batalhas, agora é continuar o caminho, já estou no campo e não posso recuar, queria ainda me preocupar com qual lápis de cor teria que pintar meu desenho rabiscado, mas eu tive que crescer...

"Agora eu te entendo querido Peter-pan." (Tamires Salles)

O tempo não pede licença...


Ainda relembrando as ultimas conversas
a minha cabeça está latejando
afinal qual o nosso propósito na terra?
eu me pergunto se voltará

365 dias 
décadas se passaram
e estamos no mesmo lugar
será que nascemos destinados à alguém
ou destinamos alguém a nós?

Todas as noites ao deitar e se perguntar
Buscar respostas em uma força maior
aquela que aprendi a acreditar 
desde que me entendo por gente
Orações e pedidos 
poucos agradecimentos
pra poucos acontecimentos

Motivados pela esperança de acordar
e ter aquele rosto voltado para ti
Cada amanhecer é uma manhã a menos
Espero que possamos sobreviver a isso

Não é fácil colocar as coisas no lugar
quando tudo está uma bagunça
eu não me importaria de esperar
e se eu chegar aos 99 e encontrar
nem que fosse para viver somente 1 dia
valeria a pena
pra quem andava perdido
se encontrar por 1 dia
compensariam toda uma vida de desencontros.


"E nós significamos algo pra alguém? Para esperarmos cada dia por esse alguém? Talvez não, mas eu não me importaria."
( Tamires Salles)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Canta teu canto, não se perca num canto...

Não quero um canto escuro de um sala vazia
ou de um quarto sem esplendor
eu quero um canto que canta
que desperta os cantares

Que afasta os prantos
e estimula as cordas vocais
Para cantar
teu canto de solo
doce  cantar

Quero vida cantante
cantares de vida
faz do meu pranto, teu canto
para o entardecer tu me encantar

Uma canção de ninar tu recitar
fragmenta teus poros
momentos de outrora
vidas passadas
que ainda hão de passar

Dai-me a tua mão
e deixe-me segura-la
teus dedos ligados
e entrelaçados

Canta teu canto
querido encanto
naquele canto sem esplendor...

Chegue mais perto formosa pepita
e faz palpitar o meu coração
há tempos não babe
nesse combate
de um vento que bate
nessa face...

1 Capítulo do começo de uma quase vida...



Pensei que você hoje não viesse mais, que estivesse de folga, mas já que está aqui queria lhe contar o que anda acontecendo dos últimos dias para cá, sabe daquela gastrite nervosa? ela mesma, voltou me atormentar, mas isso não é o pior, não é a gastrite que está fazendo minha cabeça latejar, mas sim, o que há de acontecer, meu pai anda mentindo pra mim, é, quer dizer anda com duas verdades, ou mentiras que não entendo, ele está com duas versões pra tudo, diz uma coisa para mim, e depois diz outra, eu nunca sei quando ele está realmente falando a verdade, e agora ele quer me levar para um lugar onde eu nunca imaginaria que teria de ir morar, eu não quero ir, minha gastrite dá até rodopios nas vísceras quando penso nisso, hoje logo pela manhã recebo uma ligação da minha mãe, que diga-se de passagem que não gostei, bem, eu gostei de ter falado com ela, mas não gostei da frenesi que ela demonstrou com a ''noticia'' de que eu vou para lá, eu entendo que ela esteja feliz que eu ''vou'', mas ela não entende que eu já estou com o pé nos meus 18 e a faculdade está logo a frente, estou a uma passo de construir minha vida, e ela acha que eu ainda tenho que viver na barra da saia dela, muitos na minha idade estão com medo de encarar o que há pela frente, e se escondem atrás da figura protetora dos pais, já eu quero caminhar logo, sem atropelar meus passos, mas quero caminhar, minha vida está aqui na cidade grande, meus sonhos estão aqui,  quero estudar, trabalhar, me formar, viajar e quem sabe casar, eu não quero viver as custas de ninguém, no auge da minha idade eu nem deveria estar preocupada com isso, eu poderia estar em festas ou bares curtindo a minha breve adolescência, mas não, eu tive que crescer antes, tive que me tornar ''mulher'' antes, eu uso aspas no ''mulher'', porque eu ainda não me tornei uma, eu ainda tenho meus medos, mas eu não tenho escolha, ou eu cresço ou eu cresço, diante dessas duas ''opções'' imagine só como estou me sentindo, queria eu ter cometido um lapso, mas não, os fatos estão explícitos e eu tenho que encara-los, em menos de 2 meses eu provavelmente estarei indo para o cafundós, e irei, e no caminho já estarei fazendo planos de quando irei voltar, sem mesmo ter chagado lá, -suspiro fundo-, não digo que estou perdida, mas talvez estejas, será que estou sendo eu uma egoísta? querer ser feliz é ser egoísta? se for meu camarada, eu irei ser uma ímpetulante, imprudente e sem escrúpulos em egoísmo puro...

...Desculpe meu jeito, ou minha falta dele, eu só quero ser feliz...

Tão pequeno, que se tornou grande...

O grande dia então aproximava-se, e eu ainda não acreditava que estava prestes a se casar, os pequenos e singelos preparativos sem muita super-produção, estavam puramente perfeitos, o vestido simples de cetim com fitas causava deslumbre, já era primavera, a estação não podia estar mais bela, minha mãe estava comigo em meu quarto ajudando-me a me aprontar, os olhos dela marejados com lágrimas ralas, e minha irmã do outro lado segurando meu buquê, eu não podia estar mais feliz, aliás podia sim, pois faltava apenas algumas horas para o meu pequeno grande sonho se concretizar, minha irmã abraçava-me com tanto calor, minha mãe agradecia baixinho a Deus por ter me concedido este feito, virei para o espelho e fitei-me por alguns poucos segundos, um sorriso árduo e solene tomou conta da minha face, estava eu, vestida de noiva, com um belo penteado, minha mãe aproximou-se de mim e colou-me o véu, votei a sorrir novamente, e meu coração estava voraz, como dá primeira vez que ele, meu futuro marido, pediu-me em casamento, aquela fora sem dúvida a noite que mudou minha vida, nossos anos de namoro resultariam uma bela aliança no dedo e outra no coração, o danado naquela noite havia me dado um susto, disse que iria terminar o namoro comigo, eu fiquei sem chão, meu coração se encolheu, e me senti tão pequena quanto um grão de arroz, foi quando ele deu um sorriso e tocou minha face, tirou do bolso uma caixinha, tão pequena, ajoelhou-se e disse: '' Quero declarar o fim do nosso namoro, e anunciar o começo de nossas vidas, aceita ser para sempre e única mulher da minha vida?", os olhos brilhavam como diamantes refletidos na luz, e é claro que aceitei, e hoje estou aqui, minha família, amigos, e todos aqueles que conheceram os nossos caminhos , que não foram fáceis, por muitas vezes a fraqueza queria tomar frente à tudo, eu não sei se a vida é maior do que a morte, mas sei que o amor é maior do que os dois , e isso nos tornou maior do que qualquer fardo. Já havia dado 17:00 horas o sol estava para se pôr, fitei os olhos de minha mãe e da minha irmã, e deram-me elas um beijo na testa, e no mesmo ápice meu pai bate na porta, para o meu pequeno grande passo, suspirei fundo, e fui de encontro ao meu amado.

... claro que me esforçarei para que dê certo, e espero que dê logo, já espero a tanto tempo, não quero mais passar um dia sequer longe ou sem o amor de quem passará o resto da vida ao meu lado!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ápices de desordem...

Coração inflamado
hoje busca tua cura
Morfinas ou doses exageradas
Lugares sedentos
que inspira cheiro vulgar
Esquinas escuras
que almejam um foco de luz
Coração voraz
ápices de desordem
onde se encontra
esse tal de ”amor”?

[t.s]
“Poucos são os que amam, a maioria só tem medo da solidão.”

Onde esteves noite passada...



Meu menino, meu menino
Me digas onde esteves a noite passada
só não me digas que dormiu no relento
tu disseres à mim que sentira minha falta
quando os ventos sopravam frio

A noite passada que na janela eu me debruçava
a neblina e a lua envergonhada entre as nuvens
não me dizias onde tu estavas
Não minta para mim
diga onde fora que tu dormiu a noite passada

Meu menino
tu sabes que nem todas as noites a lua brilha tão escandecente
e que os galhos daquela antiga árvore não são os mesmos
uma nova primavera está por vir
só não desapareças desta forma
e não minta para mim…

18 de outubro, talvez era isso que ela queria lhe dizer.

sábado, 13 de outubro de 2012

Éramos um, feito de dois...


E mesmo sabendo que aqueles olhos negros eram incertos insisti em fita-los, consecutivamente. Foi quando os mesmos invadiram meu ser, atravessaram minha pele, minha carne, minha alma, senti raiva de mim por ter permitido que adentrasse, olhar ousado, minucioso e pujante, que elançava-me, e dava-me um nó, estava eu presa naqueles olhos profundos e fundos, olhar cansado que clamava afeto; Por mais que estivesse enfeitiçada por eles, eu não pude me render, eu havia findado um ápice intenso e recente em minha vida, e não podia iniciar outro, meu ser não estava totalmente liberto, pois ainda estava enroscado nos últimos acontecimentos, que só de pensar faz minhas vísceras embrulharem, e um vômito involuntário se iniciar. Dei alguns passos até aquele figura desconhecida, aproximei, cheguei bem perto, e parei a alguns centímetros de distancia, estava eu parada em frente a frente aquele grande ''des-conhecido'', pois eu já o conhecia, mas nunca havia reparado nele, o fitei e inclinei para poder percorrer com os olhos cada milimetro de sua face, o ''des-conhecido'' estava parado fitando-me da mesma forma, parecíamos dois primatas que nunca havia avistado outro ser humano, havia algo que nos manteve sintonizados, quanto mais fitava aquele olhar um labirinto iniciava-se, o fim de tarde frio e com neblinas intensas tomavam conta das ruas vazias, na qual onde só se via os faróis de carros semi-apagados. Aquele olhar me entendia, me gritava, me assolava, me decifrava, deixava-me sem reação, nem minhas pálpebras mexiam-se, minhas pestanas estavam inertes, e eu não conseguia para de fita-lo. Cada milésimo de segundo que se passava eu queria vasculhar mais daquele interior infinito, eu sabia que se adentrasse não poderia haver saída, mas já era tarde, eu estava totalmente entregue, as duas almas, que até então estavam vagando, se encontraram, se encaixaram, se abraçaram, colara-se uma na outra como figurinha em um álbum, sem mencionar sequer um palavra, o des-conhecido, envolveu uma de suas mãos em minha cintura, direcionou-me solenemente para perto dele, os corpos de encontraram, se encaixavam tão bem que pareciam desenhados um paro o outro, com a outra mão colocou uma mexa de meu cabelo atrás de minha orelha, e tocou minuciosamente em meu rosto, e continuou a fitar-me, com um movimento sutil envolvi meus braços envolta do seu pescoço, quando por ímpeto encostamos nossas testas uma na outra, e ele começara a me embalar, um passo pra cá outro para lá, uma dança solene se iniciou, e ainda não entendia o porquê de estarmos dançando, sem sequer ter dito uma só palavra, mas continuei a dançar pois aquela sensação de estar sendo embalada me fazia um ser magnifico; Eu podia ouvir o som de sua respiração ofegante e profunda, soavam como sinfonia aos meus ouvidos, e o cheiro da sua respiração era estonteante, tivemos um roçar de narizes, e um sorriso árduo se formou nos lábios contraídos e provocantes, que me fizera desejar-lhe, a cada segundo que passava estamos mais envolvidos mais sintonizados, e isso fazia-me estremecer, ele puxava me lentamente, que nossas costelas se colidiam, por um ápice eu não queria mais ter que ir embora nunca, ah se aquela dança pudesse se eternizar, não se findasse nunca, eu viveria de eterna solenidade de seria um ser magnifico (...)
 Talvez continue...

Tamires Salles M.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Tu nem viestes e parece ir embora...

Sempre que podia eu o observava, todos os dias, tardes, e noites, o observava porque era a única maneira de te-lo ao meu alcance, eu o observava pois nunca havia parado para enxergar ninguém, e olhando-o eu pude enxergar mais do que aquela estrutura humana podia oferecer, pude enxerga-lo além da pele, dos olhos, dos músculos, das veias, das cartilagens, confesso que gosto disso, gosto de poder saber que, nem todas as pessoas são sem genuinidade, que se paramos para enxerga-las e não somente vê-las, iremos conhecer um lado ocultado, escondido, ou esquecido, que habita dentro do ser, observando-o pude enfim poder tentar me enxergar, tentar, tentar...e ainda não consigo, mas prefiro observa-lo do que tentar saber quem sou, pois saber quem ele és, me faz descobrir um pouco do que há esquecido em mim, faz de mim um ser genuíno, essa sensação sem nome, sem titulo, sem Script, que recita tantas coisas que não seriam dignas de serem transformadas em palavras, me faz um ser pequeno e indefeso, tau sensação que me frusta, deixa-me inquieta, e tortura-me com sua solenidade, pergunto-me se tudo isso é real, ou é minha imaginação criando sintomas no meu corpo, no meu sentir, mas não, não é uma farsa, é real, tão real quanto a luz emitida pela lua, tão real quanto o amanhecer o e entardecer, tão real que parece farsa...
Tamires Salles.
''Lance em mim um pouco de ti, deixe em ti um pouco de mim, só não passe em branco o doce momento em que em ti sou, e que em mim tu és. (Cris Campos)