Sempre que podia eu o observava, todos os dias, tardes, e noites, o observava porque era a única maneira de te-lo ao meu alcance, eu o observava pois nunca havia parado para enxergar ninguém, e olhando-o eu pude enxergar mais do que aquela estrutura humana podia oferecer, pude enxerga-lo além da pele, dos olhos, dos músculos, das veias, das cartilagens, confesso que gosto disso, gosto de poder saber que, nem todas as pessoas são sem genuinidade, que se paramos para enxerga-las e não somente vê-las, iremos conhecer um lado ocultado, escondido, ou esquecido, que habita dentro do ser, observando-o pude enfim poder tentar me enxergar, tentar, tentar...e ainda não consigo, mas prefiro observa-lo do que tentar saber quem sou, pois saber quem ele és, me faz descobrir um pouco do que há esquecido em mim, faz de mim um ser genuíno, essa sensação sem nome, sem titulo, sem Script, que recita tantas coisas que não seriam dignas de serem transformadas em palavras, me faz um ser pequeno e indefeso, tau sensação que me frusta, deixa-me inquieta, e tortura-me com sua solenidade, pergunto-me se tudo isso é real, ou é minha imaginação criando sintomas no meu corpo, no meu sentir, mas não, não é uma farsa, é real, tão real quanto a luz emitida pela lua, tão real quanto o amanhecer o e entardecer, tão real que parece farsa...
Tamires Salles.
Tamires Salles.
''Lance em mim um pouco de ti, deixe em ti um pouco de mim, só não passe em branco o doce momento em que em ti sou, e que em mim tu és. (Cris Campos)
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